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We can be heroes (Bienal de quadrinhos de Curitiba)

Benício

Talvez eu tenha me apaixonado pela Arlequina interpretada pela atriz Margot Robbie no filme Esquadrão Suicida da DC Comics, mas isso não é um bom começo. Minha história com os quadrinhos começou a ficar mais íntima em 1999 quando uma revista independente (de quadrinhos) publicou meu primeiro conto, o Almanaque Entropya. A revista durou poucos números, mas ali havia alguns nomes dos quadrinhos curitibanos bastante conhecidos hoje em dia. Para mim é um mundo quase fascinante apesar de desenhar mal. Se desenhasse melhor talvez ainda fosse professor, a abertura dos alunos para o desenho é muito maior do que para a música

Comprei algumas coisas interessantes, Arlequina nº 1 - Uma estranha no ninho (óbvio), Morphine - Mario Cau (autografado), Carolina (história da escritora Carolina de Jesus - autora do livro Quarto de despejo) - Sirlene Barbosa e João Pinheiro, KM Blues - Daniel Esteves, Wanderson de Souza e Wagner de Souza (autografado), Burocracia e By The Southern Grace of God do Mario Cau (autografado), O Gralha - Tão Banal quanto Original - Edson Takeuti e um Sketch book da Bienal para escrever esse texto que obviamente não usei porque fiquei com dó. Comprei também o single da banda Gretchen Cadillac, "Deixe - me em Paz" parte da Ópera Rock - Fliperama Mundo Cão, que terá ilustrações de alguns nome importantes dos quadrinhos curitibanos, além de um pôster da Arlequina (óbvio).







Shiko

Encontrei conhecidos, alguns eu não via há bastante tempo, mas as conversas foram curtas. De certa forma toda a cena artística independente estava por ali, com alguns nomes do mainstream como a cartunista Laerte.



Laerte autografando.







Benício

É a arte dos quadrinhos movimentando as pessoas, todas atrás do mesmo sonho. Como disse David Bowie: "We can be heroes, just for one day".


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