Público de rock underground em Curitiba - 92 Graus (2013) Todo mundo sabe que ter uma banda de rock underground não dá dinheiro, pelo menos, não que eu saiba. Obviamente, que há uma banda ou outra, um artista aqui, outro ali, que consegue capitalizar, no entanto, é um segredo guardado a sete chaves. Ninguém fala sobre o assunto, nem em entrevistas, nem em particular e poucos tem acesso ao dinheiro que circula. Esses poucos são divididos em grupos, que nem sempre se gostam, e esses grupos são chamados, pejorativamente, de "panelinhas". As "panelinhas" não são apenas sobre gosto ou estilo musical, na maioria das vezes são sobre dinheiro, circuito de bares que pagam, músicos fáceis de trabalhar, que recebem cachês abaixo do valor de mercado ou que topam tocar sem receber e os famigerados editais da Lei de Incentivo, que ninguém sabe como funciona, apenas as "panelinhas". Aparentemente é um dinheiro curto, disputado a tapa. Mas minha ideia não é falar sobr...
Mano Cappu (Divulgação) Mano Cappu chegou aos meus ouvidos em maio de 2015, mas a história é longa. Em algum momento daquele ano (ou no final do anterior, não lembro mais), o Cilho deixou de trabalhar com o Cabes na produtora Track Cheio e cada um foi pra um canto. Cilho abriu então um pequeno estúdio em casa chamado Tiranossauro Rec (não confundir com o estúdio Tiranossauro Rec de Londrina (PR), que começou a funcionar apenas em 2022). Eu havia gravado na Track Cheio uma série de músicas para violão solo (que mais tarde vai dar origem ao meu primeiro e único EP) e encomendei, para uma das faixas, um beat do Cilho. O primeiro projeto dele, no novo estúdio, foi uma coletânea chamada "Beat Brazuca Vol. I", com 18 faixas, com beats que ele havia composto ou produzido. A minha faixa (Água com Gelo) abre a coletânea (ainda com meu nome antigo) e a faixa "Maloqueiro" do Mano Cappu é a segunda. Fiquei pensando: quem era aquele mano que falava na JK (importante avenida da Z...