Karol Conká (Divulgação) Nunca me encontrei pessoalmente com Karol Conká, mas trombei casualmente com o Nave, uma única vez. Foi ali nas Mercês, um bonito bairro, próximo do Centro de Curitiba. Eu voltava de uma Feira de Vinil ali perto e ele, provavelmente, estava indo pra lá. Não sei se sabia que ele era produtor musical e que trabalhava com rap. Não sei como ele me conhecia, a gente se cumprimentou numa esquina, conversamos alguma coisa, não lembro exatamente o assunto. Durou uns três minutos e nos despedimos. Isso foi em 2012, não sei como, mas eu sabia que ele era o Nave, o Bira deve ter me falado. O Bira foi o primeiro cara do rap que conheci, ele cresceu em Itaquera, zona leste de São Paulo, mas veio morar em Curitiba, era difícil encontrar alguém mais do rap do que ele. Eu não sabia, mas nessa época, Nave estava trabalhando em um álbum que mudaria a história do rap nacional, o Batuk Freak da Karol Conká. Tenho uma história antiga com o rap, mas nessa época, estava me aproximand...
Helinho Pimentel (1956 - 2026) Pois é, também fiquei surpresa. Depois que soube do falecimento do Helinho Pimentel (30 de agosto), fui procurar pra ver se tinha colocado o nome dele na minha fatídica lista. Não estava. Pensei, esqueci. Como fui esquecer o cara que talvez seja o nome mais importante da música curitibana? Não é uma resposta simples. Fui poucas vezes à Pedreira Paulo Leminski, pelas minhas contas foram três, AC/DC em 1996, Caetano Veloso & Marisa Monte em 1998 e Guns n' Roses em 2016. Nunca fui ao Ópera de Arame e tocar na Pedreira era um delírio tão grande que não acontecia nem em sonho. Não tenho carro, e ir de ônibus é inviável, não é pra mim. Em algum momento soube que o Helinho era CEO daquele complexo e sócio da empresa que administra o espaço. Pensei, esse cara é de outra classe social, é praticamente impossível esbarrar com ele por aí. E era mesmo, em quase trinta anos envolvida com a música curitibana, nunca o vi em lugar nenhum. Demorei a saber q...