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Guns N' Roses na Pedreira (O fim da inocência)

Foto: Tribuna do Paraná.

O Rock n' Roll é a maior ilusão que existe. É como um conto de fadas, a gente se empolga com a história, se identifica com os personagens, aprende algumas lições, mas a realidade é bem outra. O Guns N' Roses já foi a banda mais perigosa do planeta, uns fora - da - lei que atormentavam a vizinhança.  Eu aos 17 anos achava o máximo. Aos 42 perdi a inocência. De qualquer forma continuo achando os caras legais. Fizeram um show ok com vários bons momentos e é sempre bom voltar a Pedreira, um lugar especial pra mim e pra cidade.

Encontrei alguns amigos dos tempos de colégio e fiquei pensando como pautamos nossa vida em torno da ilusão do mundo do Rock, que apesar de todos os problemas sempre estivemos por ali vivenciando cada show dessa história sem fim. Esbarrei também com o João e a Dayane (o casal mais rock n' roll da cidade), a gente esteve junto na lendária excursão para o Rio para o show dos Stones em Copacabana, há exatos 10 anos.


A nossa realidade está mais para o que a Plebe Rude cantou na abertura do show, poucos do público do Guns a conheciam, poucos aplausos, pouca atenção. Mas eles são uma referência para todos nós que ousamos ter uma banda na América do Sul.  

Apesar dos milhares de dólares, acredito que para o Guns as coisas também não devem ter sido fáceis. Axl Rose simplesmente sumiu por mais de 10 anos e ninguém acreditava mais no álbum "Chinese Democracy" (2008). Ele voltou com o disco e contra todas as previsões em 2016 reuniu parte da formação original para a turnê "Not In This Lifetime", numa época em que roqueiros são uma espécie quase em extinção. Para você ter uma ideia, Slash tocou em Curitiba ano passado numa pequena casa de shows onde não havia mais de mil pessoas.

Podem nos chamar de nostálgicos, que Axl está gordo, que ninguém é mais o mesmo etc, etc, mas bem ou mal aos 54 anos Axl ainda faz a roda do Rock n' Roll girar e nós ainda movimentamos a cidade.




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