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Quatro entrevistas fundamentais para o livro da Lado A Discos

Cabes MC Cabes MC é um dos rappers mais importantes para cena  hip - hop em Curitiba e no Paraná ,  o conheci em 2013 e na época ele já era uma figura de destaque no cenário. Quem me falou dele foi um amigo em comum, o Bira , o cara que mais sabia sobre rap que eu conhecia. Através do seu vídeo "Não nasci pra ensinar" de 2012 notei uma ligação com o vinil e surgiu a ideia de entrevistá-lo. Era a primeira entrevista do blog da LA , uma pequena empresa virtual que não poderia oferecer nenhuma visibilidade. Ele poderia ter recusado facilmente e se isso acontecesse o livro "Todas as Entrevistas da Lado A Discos" provavelmente não existiria. Lucy Peart (baterista) - foto: Hay Ramos. Eu já tinha feito cinco entrevistas para o blog quando houve um problema na hospedagem do site e ele saiu do ar. Perdi todo o trabalho de cadastro dos Lps e as entrevistas também se foram. Foi uma  baixa  muito grande, mas sem tempo para lamentações, a saída ...

Os discos da minha prima

Status Quo - If you can't stand the heat... 1978. Me interessei pelos discos da minha prima antes de ir mexer nas coisas da minha mãe . Ela era quase dez anos mais velha do que eu, então quando tinha onze ela estava perto dos vinte, foi por essa época que me deparei com o "If you can't stand the heat..." dos ingleses do  Status Quo , disco que acabou moldando minha formação musical dentro do hard rock dos anos 70 . Apesar de popular a banda só foi capa de uma  revista de música no país em 2003 ( pZ nº 0) quando tocaram pela primeira e única vez no Brasil . O melhor de CCR - 1982. O CCR  durou pouco (1967 - 1972) mas entrou para a história do rock , pelo menos para minha história eles entraram. Minha prima tinha esse disco também "O melhor de Creedence Clearwater Revival ", uma coletânea lançada pela Som Livre em 1982 . Foi um disco que me levou pela história do rock e  me abriu as portas  do folk e do blues . No início dos anos...

Os discos da minha mãe

The Dave Brubeck Quartet - Time Further Out 1961 Não sei ao certo, mas minha mãe devia ter em torno de uns quinze  discos . Eles estavam abandonados num canto qualquer lá de casa, no tempo da minha  adolescência  (final dos anos 80). Eu já tinha comprado um ou outro título, mas certo dia bateu uma curiosidade e fui ver o que havia por ali. Confesso que não me interessei por quase nada, mas dois daqueles  discos  mudaram minha  percepção  da  arte  e da  música  para sempre. O primeiro deles é o Time Further Out do The Dave Brubeck Quartet , foi meu primeiro contato com o Jazz . Na época eu não sabia muito bem o que era Jazz , fiquei intrigado com aquelas músicas que pareciam  Rock mas não eram  Rock , pareciam  Blues mas não eram  Blues  e para meu azar o disco estava sem capa, não sabia nada sobre os músicos e nem sobre a época para poder ter uma vaga ideia do que poderia ser. Só m...

Meu reencontro com Bento Araújo

É provável que tenha conhecido Bento Araújo em 2003 ou início de 2004 quando ele apareceu em Curitiba com o número zero da poeira Zine com o Status Quo na capa. Na época eu cursava a Pós em Música Popular Brasileira na FAP (Faculdade de Artes do Paraná) e escrevia uma coluna sobre música no jornal Manifesto Arte chamada Phonoclub . Naquele período o mercado da música começava a dar sinais de que mudaria drasticamente, a Revista Bizz tinha encerrado as atividades em 2001 (voltou em 2005 mas acabou de vez em 2007) e começava a haver a explosão de uma nova ferramenta, o blog. Apesar dos sinais de mudança nós como jovens sonhadores (eu tinha pouco menos de 30 anos) insistimos no modelo clássico de jornalismo musical , ou seja, em papel. Foi nesse período que realizei minha primeira matéria para o Manifesto , uma entrevista com o maestro Waltel Branco publicada em junho de 2004. O Manifesto sentiu logo os efeitos dos tempos de mudanças e fechou as portas em outubro , eu lo...

Por que me apaixonei pela Harley Quinn?

De tanto ver cenas de  Esquadrão Suicida  (vi o filme duas vezes e perdi a conta dos trailers) e de me apaixonar sem cerimônias pela Harleen (Arlequina) quis entender um pouco os motivos dessa personagem seduzir a mim (e a tantos outros) e cheguei a alguns pontos. 1 - Antes de tudo a personagem é uma clown e nisso o trabalho da atriz Margot Robbie é bastante significativo, nem toda atriz tem essa veia cômica,  ingênua e transparente. Um exemplo é quando ela quebra uma vidraça para roubar um objeto. O soldado Flag (supervisor do Esquadrão ) a questiona, por que não tem o menor sentido ela fazer aquilo, eles estão no meio de uma missão para "salvar o mundo" e ela preocupada em roubar objetos?! Ela responde comicamente "We are a bad guys, it's what we do." , (Somos maus, é o que fazemos.), uma típica cena  clown . 2 - A  make  também é sutilmente cômica ,  batom e  sombra em algumas cenas  borrados ,  característica d...

Polaróides da vida

Rita escreve em cenas curtas, como se fossem polaróides  da vida e a narrativa é construída como um álbum de família, achei interessante a escolha. A narrativa também é pontuada por uma fina ironia que dá um toque de humor ora doce, ora amargo. Rita conheceu Andy Warhol . É provável que a tenha conhecido (artisticamente) na infância com "on the rocks" que para minha surpresa é uma das suas faixas favoritas também. Muito mais tarde o "Chalé Chaminé" (banda que tive de MPB ) gravou "Desculpe o auê" - que tem uma levada  bossa nova . A primeira vez que vez que a vi ao vivo foi no show Bossa N' Roll em 91 / 92 no Guaíra . Foi também a primeira vez que ouvi "ando meio desligado" d' Os Mutantes e "it's only rock n' roll" dos Stones . De certa forma o show foi o pioneiro dos "acústicos" . Há uma parte dramática onde Rita expõe todos os traumas deixando claro que há uma pessoa por trás do mit...

Harley Quinn (mais especulações sobre o filme solo)

'Tava pensando sobre o roteiro do filme solo da Harleen . Eu vinha especulando no post anterior sobre um possível triângulo amoroso onde o Pistoleiro (Deadshot) disputava com o Coringa o coração da bandida mais sexy do momento, mas esse triângulo não faria sentido no filme solo dela.  Ela conheceu o Pistoleir o (aparentemente) quando entrou para o Esquadrão Suicida . Ao que parece ela foi presa e o Coringa a abandonou na prisão por isso ela aceitou entrar para o Esquadrão em troca de aliviar a pena. Esse possível roteiro onde haveria um triângulo amoroso só faria sentido em um Esquadrão Suicida 2 .  No filme solo é possível que a história da Harleen seja contada antes dela conhecer o Coringa , quando ainda era uma estudante de psicologia ou psiquiatria até enlouquecer de amor pelo paciente que um dia irá atender. Provavelmente ela vai entrar para o mundo do crime até ser presa e abandonada pelo maior inimigo do Batman . É esperar para ver.