Pular para o conteúdo principal

Oito livros sobre música que marcaram minha vida

 

A Divina Comédia dos Mutantes (1995) - Carlos Calado

No final da Graduação em Música (1998 - 2002) escolhi pesquisar sobre rock no TCC e por influência do guitarrista da minha banda cheguei aos Mutantes. Na época, livros sobre rock, brasileiro ou não, eram raros, mas por sorte havia essa biografia dos Mutantes, que foi fundamental para o meu trabalho. Rita Lee faleceu em 2023, aos 75 anos.

BRock - O Rock Brasileiro dos anos 80 (1995) - Arthur Dapieve

Um dos primeiros livros sobre rock brasileiro, peça importante para a montagem do meu trabalho na Graduação. O jornalista Arthur Dapieve está com 62 anos.

Noite Tropicais (2000) - Nelson Motta 

Meu primeiro mergulho profundo na música brasileira, era inviável pesquisar sobre Os Mutantes sem saber os caminhos estéticos da nossa música popular. O jornalista e compositor Nelson Motta está com 81 anos.


Cutlura Brasileira, Utopia e Massificação (1950 - 1980) (2001) - Marcos Napolitano

Marcos Napolitano, na época da minha Graduação (1998 - 2002), era professor de História na UFPR e dava aulas de História da Música Popular Brasileira para o meu curso em Música. Na época, esse livro, me ajudou a entender exatamente o que era MPB, seus conceitos e estéticas. Poucos depois, Napolitano se transferiu para a USP, onde é professor até hoje. Está com 63 anos.

Rock and Roll, uma história social (2002) - Paul Friedlander

Foi um dos primeiros livros acadêmicos, traduzidos para o português, que trazia uma metodologia de análise histórica e social sobre o rock. Me influenciou a continuar minhas pesquisas e foi base para meu TCC na Pós Graduação em MPB que fiz na FAP pouco depois. Paul Friedlander ainda leciona, está na casa dos 70 anos e esteve no Festival de Woodstock em 1969.

Dias de Luta, O Rock e o Brasil dos anos 80 (2002) - Ricardo Alexandre 

Li na época do lançamento, a capa da primeira edição era vermelha. O jornalista Ricardo Alexandre está com 51 anos.

Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar (2013) - Ricardo Alexandre

Esse "causo" do palco que desabou, eu ouvia muito no tempo que toquei com a Stanley Dix (1998 - 2000) aqui em Curitiba. O incidente aconteceu no 2º Juntatribo, um festival de rock que aconteceu na Unicamp em 1994. O curioso é que o palco desabou com a Resist Control, uma importante banda do underground curitibano, que ainda estava na ativa quando comecei a tocar. Lembro de ter visto alguns shows ou tocado no mesmo evento que eles, não lembro mais. Foi a primeira vez que vi em livro alguém falando de alguma banda da cena do rock curitibano em nível nacional.

Terapia com Sequela, Rock Maldito: O psychobilly visto por dentro (2015) - Marcio Tadeu Araújo Gouvea 

Marcio Tadeu é um músico, historiador e professor curitibano muito conhecido na cena do rock da cidade. Ele ajudou a fundar a cena psychobilly e fez uma pesquisa profunda sobre o gênero e suas vertentes no Brasil e em Curitiba. Entre essas vertentes está a surf music, nicho musical onde a Stanley Dix esteve inserida. Marcio Tadeu citou textualmente a Stanley Dix, dedicando quase uma página ao grupo e pude ter noção da importância que a banda teve. Um reconhecimento que nunca esperei receber. Marcio Tadeu ainda atua como músico, está com 54 anos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Seda (álbum) 2022

Não há uma linha condutora que ligue todas as canções, mas uma escuta atenta nos faz perceber toda a riqueza e beleza desse álbum. Todas as letras escritas em um português muito bem construído. O músico  Ades Nascimento , responsável pelo projeto, explica como foi o processo de produção do álbum.  " Em 2018 o Sesi publicou Edital de inscrições para o Núcleo de Música, com as participações  do maestro Isaac Chueke , e dos produtores e compositores Vadeco Schettini e Alexandre Kassin . O Edital ofereceu 12 (doze) vagas para duas semanas de "vivência" na Casa Heitor Stockler e Estúdio Astrolábio. Foi através desse Edital que conheci Luque Diaz . Músico e produtor de uma nova geração (comparada à minha) com excelente conhecimento de produção musical. Multi instrumentista. Conhecedor de ritmos da cultura brasileira, africana e de outras nações, imediatamente rolou uma sintonia entre minhas composições e suas audições. Ao final dessa vivência submeti o projeto sedA - Ades ...

Morre o compositor paranaense Adriano Sátiro Bitencourt

  Morreu hoje (25 de julho de 2026) em Curitiba o compositor, cantor, instrumentista, regente e arranjador musical, além de ator e diretor teatral Adriano Sátiro Bitencourt . A idade e causas do falecimento não foram divulgadas. Abaixo leia matéria escrita pelo músico curitibano Edinho Man sobre Adriano para a Revista Suburbana publicada em 12 de janeiro de 2020. Vida e obra de Adriano Sátiro Bitencourt Eu gosto de “Cu...ritiba, eu quero ir fundo no meio do mundo, aqui é o lugar”, nos anos 90, não sei como ouvi essa música na rádio e achei um barato, não sei como, mas vi que os compositores são: Carlos Careqa, Adriano Sátiro Bitencourt e Oswlado Rios e o tempo e a vida passaram. Recentemente criei o grupo: Arte e Cultura de Curitiba, e á medida que ia interagindo com as pessoas, vi que tinha um integrante chamado Adriano Sátiro Bitencourt, que sempre estava participando, curioso pesquisei o perfil e relembrei que era um dos compositores desta música, fiquei envaidecido e comecei ...

De Michele Mabelle a Mih Costa

Artista marca nova fase e reposiciona sua trajetória Após um período longo de transformações e ressignificações, a cantora e compositora Michele Mabelle inicia uma nova etapa em sua trajetória artística e passa a assinar seus trabalhos como Mih Costa . A mudança de nome reflete um processo profundo de reconstrução interna. Um tempo no qual a artista revisitou sua essência e sua relação com a música. Ao longo de sua trajetória como Michele Mabelle, a artista explorou diferentes possibilidades criativas. “Com Michele Mabelle, pude explorar muita coisa. Ela me ensinou muito, principalmente no cenário do rock. A ligação com o universo dos Beatles me trouxe experiências importantes e a possibilidade de trabalhar alinhada a esse repertório.” Com o passar do tempo, no entanto, o processo criativo passou a refletir mudanças mais profundas. “Em um determinado momento nesse processo, eu entendi que, assim como eu passei por diversas transformações pessoais ao longo desses anos, a arti...