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Folk - A influência perdida do Velvet Underground

     Nico (vocalista do Velvet Underground) Eu ouvia aquela cantora e tentava imaginar quem seria. Pensei na Nico , mas não poderia ser, a voz dela era mais grave. Perguntei para o meu amigo dono da loja quem era aquela cantora: - Sibylle Baier , respondeu. Uma cantora folk alemã que gravou no início dos anos 70 , mas que não lançou nada oficialmente, até que J. Mascis (aquele do Dinosaur Jr ) ouviu suas canções em uma fita cassete que estava com o filho de Sibylle , e resolveu lançar as gravações pelo seu selo Orange Twin Records em 2006. O disco se chama Colour Green .  A cantora e atriz Sibylle Baier Disse que ela me lembrava a Nico . Ele me contou que fazia sentido, mas que na verdade Sibylle foi influenciada por outra cantora folk , a britânica Vashti Bunyan que gravou alguns singles durante os anos 60 . Esses singles  + algumas demos foram reunidos na coletânea "Some things just stick in your mind"  lançada em 2007. A cantora fol...

Yamaha C80 (Diário de compra)

Olhando as anotações do meu diário vi que toquei um violão no stand da Yamaha no Shopping Palladium em 14 de junho de 2013 e que tinha achado aquele um bom violão . Quis saber os preços, mas o atendente do stand não desenvolveu a conversa. Na época estava sentindo que precisava de um violão , eu vinha compondo alguns temas instrumentais há algum tempo, mas não havia direcionado meus esforços para esse caminho, por que em determinado momento da minha vida na música percebi que não haveria carreira e tive uma crise de identidade como músico. Com a chegada da maturidade e sem necessidade de agradar o mercado retomei minhas composições para violão instrumental e desenvolvi os Estudos nº 1 e nº 2 . Uma das coisas que procurei fazer nessa nova etapa foi dar sequência as atitudes, ou seja, o que eu poderia fazer além de compor os Estudos ? Pensei em duas coisas: escrever as partituras e gravá-las. Fui desenvolvendo o trabalho da escrita, mas o que queria mesmo era gravar. As pri...

+ 25 fatos sobre mim

1 - Tem dias que eu mesmo  "não me aguento" . 2 - Nesses dias me pergunto: "Como seria se eu fosse casado"? 3 - Também penso em: "Como seria se tivesse filhos"? 4 - Não gosto muito de domingo , é tudo meio parado. 5 - Tenho crises de ansiedade e elas demoram passar. 6 - Caminhar me acalma. 7 - Não sei nadar. 8 - Sou muito, muito tímido . 9 - Tenho vergonha de falar com as pessoas. 10 - Fiz um curso de oratória para aprender a falar melhor. 11 - Não entendo as mulheres . Quando acho que elas estão afim elas não estão e nunca sei quando estão porque elas nunca dizem. 12 - Sou músico , mas demorei a encontrar meu instrumento. 13 - Eu fiz um curso de "Produção e Montagem de show e CDS". 14 - Aprendi o conceito de Mixtape com o pessoal do Rap . 15 - Olhando para o meu trabalho solo, vi que lancei quatro  Mixtapes . A primeira em 2003 e a última em 2015. 16 - As tiragens foram bem pequen...

Almir Sater & Renato Teixeira - AR (Resenha)

Almir Sater & Renato Teixeira AR - 2015 (Universal) CD poético com temas profundos, produção de  Eric Silver . Apesar da parceria de Almir e Renato em "Tocando em frente" ambos nunca tinham gravado um disco juntos. A produção do norte - americano, que fez as gravações entre Brasil e EUA, deixou o disco soando como um material do interior da América , ouve-se ecos do Zydeco em "A primeira vez" por exemplo, tudo permeado por uma levada country com bandolins e banjos o que não diminui a obra dos grande artistas e compositores. Ouça "Bicho Feio" :

Rapha Moraes & The Mentes nas Ruínas

A banda foi desmontando as coisas, fiquei por ali conversando com o  Juninho Jr.  (baterista). Quando tocava com a minha banda lá nos anos 90 era a parte que mais gostava, montar e desmontar, era uma espécie de terapia pra mim, ou coisa assim.     Público . Saímos para almoçar depois do show, fiquei na coca - cola com gelo e limão, já tinha almoçado e parei de beber álcool já faz tempo. A conversa girou em torno do show e da reação do público (muito boa), da vida de músico, das bandas e dos nossos ídolos. Fazia tempo que não sentia uma energia tão boa que vem de pessoas que gostam do que fazem apesar das dificuldades da profissão. Banda autoral, músicas boas, ótimos músicos, inúmeras influências, primeiro show do novo disco que se chama "Corações de Cavalo" que será lançado nos próximos meses. É aguardar para ver e ouvir.          Rapha Moraes & The Mentes . A banda é: Rapha Moraes : Voz e violão. Allan...

Tiranossauro REC lança Beat Tape Vol. 1

Arte: Diogo Azê O produtor Luis Cilho lançou hoje (segunda) o novo trabalho da sua produtora Tiranossauro REC , a Beat Tape Rec Vol. 1. O trabalho é uma coletânea que reúne vários beatmakers do Brasil. A Lado A Discos Premium trocou uma ideia rápida com ele, confere aí. 1 Como surgiu a ideia de fazer uma Beat Tape? Sou produtor, faço beats, instrumentais, produzo músicas, sei como é o cenário, antigamente os beatmakers não tinham muita visibilidade, o MC lançava a música e os créditos em algumas vezes nem eram dados ao cara que fez o instrumental, com o tempo foi aparecendo a figura do produtor, que muitas vezes só ficava nos bastidores, e a ideia da Beat Tape é trazer um trabalho com o produtor do instrumental na "Linha de Frente". 2 Acredito que o processo para selecionar as 14 faixas da Beat Tape tenha sido difícil, qual critério você usou para chegar a essa seleção em meio as várias faixas que recebeu? Chegaram mais de 80 beats de diversos estilos, ti...

Carne de Onça na 18ª Feira do Vinil

  Kid Vinil e Banda Carne de Onça. Comecei olhando os discos devagar, havia vários estandes e senti que precisava olhar com calma. Já na primeira banca comprei um disco de um violonista desconhecido pra mim, José Barrense Dias - Toca Brasil . Um disco gravado na França em 1983. Continuei meu caminho, olhando e olhando, guardei alguma coisa na memória e fui dar um tempo do lado de fora. A banda Carne de Onça (prato tipicamente curitibano) fazia um folk rock de muito bom gosto que incluía covers de Grateful Dead , Neil Young e Rolling Stones . Eles faziam parte da programação da 18ª Feira do Vinil realizada no Canal da Música em Curitiba no último sábado 05 de março. Voltei para a minha garimpagem e encontrei por um preço bom o disco "Mudança de Tempo" da banda O Terço de 1978. Nisso reparei na presença do Kid Vinil que lançava sua biografia. Kid é um figura lendária do rock nacional e ele acabou dando uma canja com o pessoal da Carne de Onça...