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(Quase) todas as exposições de arte que vi

Di Cavalcanti Nascimento de Vênus , déc. 1940 - Exposição: Brasil e Modernismo (dez - fev 2013) Museu Oscar Niemeyer (MON) Curitiba/PR Comecei a ver exposições de arte aos vinte cinco anos, em 1999, ainda no tempo da universidade. Apesar de ser da música achei que não custava acompanhar o que acontecia no mundo das artes visuais, peguei gosto e nunca mais parei. Não foram tantas exposições assim, a maioria vi sozinha, em apenas três estive acompanhada. Uma delas ajudei a montar e alguns alunos que eram meus colegas de sala tornaram -se artistas plásticos de reconhecimento nacional e internacional. No mais era só isso mesmo, segue abaixo a lista de exposições que vi, à quem interessar possa, quase todas, por que uma ou outra perdi o folder. 1 - Cézanne, Renoir et alii  - Luzes e Cores da Provença (fev - mar 1999) Casa Andrade Muricy - Curitiba/PR. 2 - Claudio Tozzi - Geometria do Tempo "O processo em Construção"  (abr - jun 1999) Casa Andrade Muricy - Curitiba/PR. 3 - Mostra d...

Alexandra Scotti - Redescobrindo Gal

  Alexandra Scotti e banda no show "Redescobrindo Gal" - Teatro Paiol 2015 Vapor Barato sempre me vem a cabeça quando ouço falar em Gal Costa , uma canção de Jards Macalé e Waly Salomão gravada por ela em 1971 no LP  Fa - Tal - Gal a Todo Vapor que tinha Lanny Gordin na guitarra, um disco que nunca tive mas que deveria ter. Alexandra Scotti tocou Vapor Barato com Sérgio Justen ao piano, um dos momentos altos do show Redescobrindo Gal , que ela apresentou ontem (30/out) no Paiol em Curitiba , apesar da faixa não estar no CD homônimo. Ela comentou que em uma apresentação fechada que fizera a tarde uma senhora disse que viu Gal Costa interpretar Vapor Barato nos anos 70. Fico pensando nas histórias que o povo tem pra contar e que não sai em lugar nenhum.  Redescobrindo Gal é uma releitura jazzística dos sucessos de uma cantora que completou 50 anos de carreira. Bons músicos acompanhavam Alexandra , entre eles o já citado Sérgio Justen e Helinho Brandão no ba...

Minha primeira música

  Harvest Folk Bar - foto: blog "bora guria" Quando comecei a tocar violão , aos quinze anos, em 1989, eu tinha um problema. Não conseguia tocar músicas inteiras, por mais que tentasse, era um trecho aqui, outro ali e nada mais. Fiquei nesse "vai e vem" por mais ou menos cinco anos, até que comprei minha primeira guitarra .  Era uma "Jennifer" sunburst , uma das mais simples do mercado, a ideia era ter uma banda, que obviamente não deu certo, apesar da banda ter sido formada, chamava -se " The Stars" . Tocava alguns riffs na guitarra , mas não chegava a lugar algum, até que resolvi compor uma música própria. Pensei num tema instrumental, guitarra , baixo e bateria , estilo Joe Satriani e trabalhei nesse tema por um ou dois anos.  Estamos em 1996, estou com vinte e dois, a banda não deu certo e vendi a guitarra. De qualquer modo, lembrava do tema composto, tinha passado dois anos martelando em cima dele e dava pra tocar no violão , mesmo sem...

Tocar no rádio

  Como violonista solo toquei no rádio apenas duas vezes, as duas em 2020. A primeira foi em julho, na rádio "mundo livre fm" aqui de Curitiba , executei um cover de "feeling bad blues" do guitarrista Ry Cooder , mas já falei sobre isso aqui no blog, no post "minha entrevista à Luiz Antônio Ferreira" . A segunda foi em setembro, na "radioativus" , uma webrádio de Joinville - Santa Catarina, no programa "toda música que nos consome" , apresentado pelo Jose Carlos Souza , uma amigo de rede social. No programa tocou minha "sonata para violão em Mi menor" , uma composição autoral para violão solo que levei vários anos para finalizar. Achei incrível que uma música com mais de seis minutos para violão instrumental tenha tocado no rádio, ainda mais em tempos onde tudo é muito rápido. pois tocou, em outra cidade, em outro estado,  graças a um amigo que tem uma visão bastante ampla sobre música. Além disso fui apresentada ao final d...

11 melhores fatos que aconteceram na minha vida

  1) Ser adotada aos nove anos Tive uma infância complicada, minha mãe engravidou do meu pai biológico sem se casar e separou quando eu tinha sete anos. Passei uns tempos com ela e uns tempos com meu pai, mas vivia fugindo da casa dele. Quando minha mãe se casou, fui morar com ela. Para eu ficar, meu pai de criação precisava entrar com uma documentação junto ao juizado de menores. Hoje adulta, percebo que era uma tarefa difícil, soube, por exemplo, que crianças mais velhas, em geral, tem dificuldades em ser adotadas. Além disso, ele estava inseguro e havia chances de eu ir para a "Queiróz Filho", mesmo não sendo menor infratora, ou um órgão parecido, que acolhesse menores. Nos anos 80 a "Escola Professor Queiróz Filho", era um educandário similar a Febem (Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor) de São Paulo, hoje Fundação CASA (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente). Mais tarde, a "Queiróz Filho" passou a se chamar Educandário São Franci...

150 discos para conhecer a música curitibana

  Álbum da banda Dr. Smith - gente ligada - 2005 A A Banda mais bonita da cidade - o mais feliz da vida - sd A Chave - de ponta cabeça - 2004 Alface (coletânea) - 1995 Alexandra Scotti - 2004 Alma sonora - segundo - 2007 Ana Cascardo - esta noite vai ter sol - 2006 André Prodóssimo - samba paraná - 2008 Antara - sd Alberto Rodriguez Ovelar (aro) - it's only - sd Ari Lunardon & Waldir Teixeira - chorinho em nova concepção - 1997 Augusto Weber - receitas musicais - 2006 B Banks - teoria de inverno - 2014 Baque Solto - cinema terapia religão e carnaval - 2011 Barbara Gomes - wide open - 2008 Bartenders - black, whyskey & full moon - 1997 Batuqe de branco doido - faroferia - 1999 Beto Bertolini - waterscapes - 2001 Blindagem - 1981 Blues del fuego - 2004 Boobarellas - hambúrguer - 2002 Bob & Gordini - idéia não tem dono - 2005 Brasileirão (coral) - invisível cordão - 2008 Brasil em 4 tempos - música popular e regional - 2011 C Cabes - todo dia é assim - sd Caçarola - orques...

Marcio Tadeu entrevista Lúcia Porto

  Foto: Isabella Lanave. 1 - Fale sobre você. Quais seus projetos anteriores e como conheceu e começou na surf music. Meu nome é Lúcia Porto, e como você sabe, sou mulher trans. Tenho 48 anos e me assumi em 2017, quase vinte anos após o fim da banda curitibana Stanley Dix, por isso todas as minhas respostas serão no feminino, mesmo abordando o período que não era assumida. Comecei tocando guitarra desplugada aos 13 anos, nem sabia o que era amplificador hehe. Aos 15 comprei meu primeiro violão, aos 20 comprei minha primeira guitarra, uma Jennifer, que ligava em uma caixa amplificada do meu pai de criação. Com essa guitarra montei minha primeira banda os The Stars, que durou poucos ensaios. Aos 24 entrei para o curso de música da UFPR (Universidade Federal do Paraná), na época Educação Artística e logo nos primeiros dias fui convidada para ser baixista de uma banda que não havia feito um show sequer. Aceitei, essa banda era a Stanley Dix e eu praticamente nunca tinha ouvido falar em...