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O batom de Margot Brasil

Costumo traçar uma linha da minha vida na música . Começa na infância, roqueira desde sempre e posso dizer que a Margot entrou entre a adolescência e a chamada vida adulta através das ondas da 90.1 FM, a extinta rádio Estação Primeira . A Estação foi uma rádio curitibana muito importante para a formação do gosto musical de pelo uma geração de roqueiros da cidade. Quando fechou em 95 eu tinha acabado de entrar na idade adulta e a Margot já era um mito, pelo menos pra mim e fui acompanhando seu trabalho como locutora nas diversas rádios que passou. O mundo do rock pode ser bastante libertador mas pode ser muito conservador também, sobretudo em relação a sexualidade . Não vou citar casos por que cada caso é único, mas em relação a mim o que mais se aproximou do que gostaria de ser foi Boy George e isso vem desde a infância. É interessante pensar nisso agora, por que até bem pouco tempo eu tinha vergonha de comprar os discos do Culture Club . Quando conheci a Margot pes...

Minha história com a Cherry

Foto: Milton Michida/Folhapress Em 1999 o Okotô veio fazer um show em Curitiba e nós da Stanley Dix fomos escalados para abrir a apresentação da banda. Era um show importante (ligado ao skate feminino), pois o Okotô era uma banda com discos lançados, numa época em que lançar discos não era assim tão simples, ainda mais para bandas do chamado underground . Lembro pouco do show, vi a apresentação deles mas não me recordo de ter falado com a Cherry . Depois o pessoal da banda veio falar comigo, nós iríamos à São Paulo , no final do ano, tocar em um local chamado Hangar 110 . O Hangar 110 era uma casa de shows que havia aberto há pouco tempo, mas com o passar dos anos tornou-se um dos palcos mais emblemáticos do rock underground brasileiro, onde tocaram Ratos de Porão , CPM 22 , NX Zero entre outras bandas, além dos escoceses The Exploited . Foi a primeira e única vez que viajei para tocar com uma banda de rock e confesso que ter tocado no Hangar 110 foi um privilégio e...

LSD - 100 discos psicodélicos do Brasil

É provável que eu e Bento Araújo tenhamos começado a escrever sobre música mais ou menos na mesma época em 2003 . Ele na poeira Zine e eu no Manifesto Arte . Nos conhecemos nesse período e havia alguma sintonia entre o nosso trabalho. Essa sintonia acabou se transformando numa pequena parceria, a poeira Zine publicou uma entrevista que fiz com o maestro Waltel Branco para o Manifesto Arte e me tornei revendedora da pZ aqui em Curitiba . Conheci o Bento na Vinyl Club (lendária loja de discos da cidade) e a maioria dos discos de "Lindo Sonho Delirante - 100 discos psicodélicos do Brasil" eu vi nas paredes da loja, um deles, inclusive, "Brazilian Octopus (1969)"  resenhei para o Manifesto . Outro detalhe interessante é que o autor cita o maestro Waltel na resenha de "Molhado de Suor - Alceu Valença (1974)" . Obviamente que eu nunca imaginaria uma linha estética que aproximasse todos aqueles discos , sabia apenas que eram raros e um ou o...

Lado A Discos Premium entrevista izza

1 - izza, como a música entrou na tua vida? Humm, ou como é que eu entrei na música né? Eu não lembro alguma fase da minha vida que a música não estivesse presente. Então, desde de muito pequena eu tenho lembranças de cantar, de compor, muito novinha eu já compunha coisas. Talvez a composição mais marcante que eu tive quando era novinha foi uma composição pro "fim do mundo" no ano 2000, que o "mundo ia acabar" e tal e eu fiz uma música gigante assim. Eu lembro que eu imaginava até como era a bateria da música assim, sabe? Era uma coisa bem aprofundada. Mas, foi interessante que quando eu decidi seguir profissionalmente no campo das artes eu iniciei pelo teatro e depois que a música foi realmente falando mais forte e aí então não consigo mais viver sem. 2 - Fale um pouquinho das suas influências musicais. Eu diria que são muitas, sou muito eclética, eu gosto de muita coisa e eu sou muito de fases e é muito louco assim por que eu fico muito apaixonada. E...

Lado A Discos Premium entrevista Birlla Malerba

1 - Como surgiu o Trilho? Bom, vamo lá. Primeiro lugar queria agradecer por me convidar pra fazer essa entrevista. Pra mim é sempre um prazer estar ajudando, colegas, amigos, podendo melhorar nossa cena musical, enfim, estamos aqui pro que der e vier. E é isso aí. Bom, o Trilho começou em 2009 quando eu e o meu marido ( Andre Prokofiev - guitarrista do Trilho ), a gente 'tava namorando já fazia um tempo, os dois músicos né? E os dois estavam parados e aí a gente pensou, vamos juntar as nossas forças. Eu já tinha tido algumas bandas, nada muito profissional, a banda anterior ao Trilho , que eu tive foi a banda que eu mais toquei fora. Abri alguns shows até para o Décio Caetano (conhecido bluesman paranaense) na época, no antigo Porão Rock , acho que era ( Porão Rock Club , conhecida casa de shows curitibana) e enfim, acabei saindo da banda. E o Andre também tinha acabado com uma banda dele e a gente pensou assim, então, vamos nos juntar né? A gente ficou meio receo...

Respeita as Divas

Uma festa em comemoração ao dia internacional da mulher que irá  reunir mulheres que apreciam a arte, poesia e música de todas as vertentes para comemorar nosso dia e relembrar nossa luta! Programação : Show Respeite as Divas: Jam Session de cantoras e musicistas mulheres da cena Musical Curitibana cantando musicas femininas do estilo, rock, blues, pop rock, Mpb, Jazz. Artistas confirmadas:  Michele Mabelle , Adri Dallo (direto de Porto Belo), Bacabí – Banda Punkake, Birla - Banda O Trilho, Sany Omura - Banda Hotel Cassino e Hotel Hell, Scheila Foltran , Andressa Novak , Jamy Savtchen – Dose in Blues, Trio feminino Misturigaia, Larissa Carangi , Jade Farah - Folkears, Paulinha Czar - Rocket Rocker, Angelica Bueno , Vanessa Kanke , e muito mais... Participação de Goretti Bussolo (poeta, ativista de políticas para mulheres, presidente  fundadora da Ong Todas Marias). Stand Up Comedy Feminino. Com Sully Leal - Coaching de relaciona...

Mulheres do cangaço

Quando saí da internação (jul/2017) entrei em um processo intenso na psicoterapia . Próximo do final do ano houve um feriado prolongado, desses que pegam final de semana, e minha psicoterapeuta me disse, você precisa fazer pelo menos uma coisa por dia, qualquer coisa, ir ao parque , ao cinema , fazer um lanche no shopping , enfim, você escolhe. Elaborei minha agenda para aquele feriado e em um dos dias optei por ir ao cinema . O filme era "Entre Irmãs" do cineasta Breno Silveira . Me apaixonei pela história das irmãs Emília e Luzia . Me apaixonei tanto que pouco depois comprei o livro que inspirou o filme, da brasileira que cresceu nos Estados Unidos, Frances de Pontes Peebles . Quando a TV Globo exibiu a série Lampião e Maria Bonita em 1982 meu avô , natural de Pedra Azul em Minas Gerais , comentou que conheceu um dos homens do bando de Lampião . Ele dizia que o apelido do cangaceiro era "Amarelo" e eu ainda criança cresci com essa informação. Recente...