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Quiz da Profª Lúcia Porto

  1) Quem disse o verso: "Deve haver um jeito de cair fora daqui, disse o coringa ao ladrão". A) Dylan Thomas. B) Bob Dylan. C) Paulo Coelho. D) Raul Seixas. 2) Quem disse a frase: "Se você não sabe para onde vai qualquer caminho te leva lá". A) Alice. B) O gato de botas. C) O gato de cheshire. D) O gato de atirei o pau no gato. 3) Quem escreveu os versos: "Quando Ismália enlouqueceu, pôs-se na torre a sonhar, viu uma lua no céu, viu outra lua no mar". A) Carlos Drummond de Andrade. B) Cecília Meireles. C) Paulo Leminski. D) Alphonsus de Guimaraens. 4) Quem escreveu os versos: "Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo". A) Carlos Drummond de Andrade. B) Cecília Meireles. C) Paulo Leminski. D) Alphonsus de Guimaraens. 5) Quem escreveu os versos: "Todos esses que aí estão, atravancando o meu caminho, eles passarão, eu passarinho". A) Mario Quintana. B) Helena K...

Minha carreira literária (parte dois)

  Em 2003 basicamente tinha três contos e um artigo sobre a história da guitarra elétrica publicados, na época acreditava que poderia trilhar um caminho profissional escrevendo sobre música . Foi uma decisão pensada, deixei a literatura e a vida nos palcos de lado para me dedicar a escrever sobre a arte dos sons . Não é fácil admitir, mas nunca lidei bem com a realidade e talvez fosse mais sensato arrumar um emprego comum. No entanto, fui fazer uma pós em MPB e conheci uma menina tão sonhadora quanto eu - ela estava fundando um jornal. Ela me convidou para trabalhar no projeto e sugeri assinar uma coluna sobre música - a "Phonoclub" . Ela aceitou.  Sempre gostei de colunas musicais, na Gazeta do Povo havia uma chamada "Melhores do Rock" - que eu lia na adolescência (tenho algumas guardadas por aqui) - e existia a emblemática "Discoteca Básica" da extinta Revista Bizz .  Queria que a "Phonoclub" soasse clássica e por isso escolhi para e...

Minha carreira literária (primeira parte)

Chamar de carreira literária talvez seja exagero, mas houve um tempo em que quis ser escritora de verdade. Havia a música também, mas entre os quinze e os dezenove tive uma febre de literatura que acabou em um livro de poemas , nunca publicado. Desisti da vida literária quando soube que apenas dois escritores tinham vivido de direitos autorais no Brasil - Jorge Amado e Érico Veríssimo .  Entre o livro de poemas e os primeiros contos houve um espaço de mais ou menos seis anos. Em 1999 recebi um convite para escrever um conto para um suplemento literário de uma revista de quadrinhos independente -  Almanaque Entropya que já estava no volume 2 . O conto chama -se "Blessed" e foi escrito a mão, o editor gostou e resolveu publicá-lo assim mesmo, é o único manuscrito da publicação. Na época houve boa repercussão, com matérias na imprensa e uma resenha do escritor Valêncio Xavier (1933 - 2008) e a tiragem acabou rápido, nunca sendo re - editada. Foi meu primeiro texto pub...

Minha primeira banda - The Stars

The Stars em 1995 / 1996 - Jardim Eugênia Maria Campina Grande do Sul - Região Metropolitana de Curitiba /PR Quando compus Jennifer , minha primeira música, em 1994 - queria soar como Ron Wood soava nos Faces . Vinha ouvindo muito os Rolling Stones na época e através deles cheguei ao som da banda anterior de Ronnie . Jennifer é um tema instrumental, uma referência a marca da minha primeira guitarra, vivia tocando o tema em casa e meu irmão não aguentava mais ouvi-lo. Mais tarde acabei vendendo a guitarra, sem gravar a música e ela ficou guardada na memória por anos. Em 1995 era operadora de caixa no Mercadorama , uma rede de supermercados. Foi um período turbulento, cheio de acontecimentos importantes na minha vida, é nessa época, por volta dos vinte e um anos que vou tentar estruturar minha primeira banda: os The Stars . A inspiração veio do meu primo, ele tinha uma banda de rock chamada Abalo Sísmico , que ensaiava em um celeiro. O pessoal chegava com os equipamentos, usando ja...

Gege Valentino resenha os participantes do 1º Prêmio LP de Música Curitibana

Gege Valentino : músico, compositor e produtor musical curitibano por Gege Valentino Ridiculous Tempo - Fraya Primeira música um super progressivo será? Eu gostei, gosto de som esquisito e que ninguém irá gostar, me surpreendeu, gosto quando é inusitado, mas como primeira música eu não colocaria, pois o pessoal não vai aguentar, eu gosto assim. Ao vivo deve ser bem bom, não conhecia. Esperando a próxima canção. Animizmo - Escarcéu Azul Segunda música me surpreendendo também, valorizando os instrumentais, não vi os nomes das bandas para não me influenciar como a bebida faz, estou bebendo e ouvindo soltamente, gostei dessa segunda banda, não sabia que existia banda assim em Curitiba, mais sofisticada e transformadora, eu gosto de letra, mas gostei dessas instrumentais, difícil de compor essas canções, não sei nem como que faz, deve ser mais improviso de estúdio, inusitadas, queria por umas letras nela. Fusa Lusa - Seu Final Terceira banda, já tem letra, gosto de letra, mas as duas primei...

Lado A Discos Premium entrevista Daio Baroni

  Daio Baroni (divulgação) 1) Quando começou seu interesse pela música? Quando meu irmão ganhou um violão em uma rifa (eu tinha sete anos), mais tarde um amigo começou fazer aulas e repassar pra mim. Com dez tive aulas com o Ademir Antunes que mais tarde viria a ser conhecido em Curitiba como “Plá”, com onze já tocava na minha Igreja Católica Maria Goretti. Definitivamente quando comecei a estudar no Colégio Estadual do Paraná, salinha de artes, tinha 15 anos. 2) Fale um pouco sobre a sua discografia. CD Boneca de Pano (1999), direção de Paulinho Branco, várias participações; Marília Giller, Glauco Solter, Suzie Franco entre outros. No mesmo ano ganhei o Prêmio Saul Trumpet com a música Mariô, gravada por Alexandre Nero. CD Tempo Bom (2018), produzido por mim e Luciano Vassao. Disco muito importante com participações especiais de grande nomes da música brasileira: Dadi, Mu Carvalho e Vinícius Cantuária.  Single : Cuida (2020), produzido por Leomaristi Alexandre dos Santos....

Danilo Caymmi e o Prêmio Lúcia Porto de Música Curitibana

O cantor, compositor, arranjador e flautista Danilo Caymmi Comecei a escrever sobre música para um jornal independente em março de 2003, além disso, fazia um freelance aqui e ali, como um release para banda ou redigir um convite de lançamento de CD. Obviamente que não recebia dinheiro nenhum, mas queria escrever, na ilusão de que um dia fosse profissional da área.  Naqueles tempos achei interessante ter um cartão de visitas, conversei com um amigo e ele elaborou um cartão simples, produção de texto - meu nome, telefone e  e-mail que não existem mais. Aliás nem meu nome é mais o mesmo, já que ao me assumir mulher trans em 2017, mudei judicialmente de nome. No cartão, meu amigo usou de fundo a imagem da capa do disco "Caymmi visita Tom" , álbum lançado em 1964, que trazia na capa um design de matéria de jornal impresso. Em 2007 comprei o álbum em CD, que fora relançado em 2003. Acredito que olhando a capa, me dei conta: olha, foi daqui que meu amigo tirou a imagem de fund...