Pular para o conteúdo principal

Postagens

Lado A Discos Premium entrevista Dinho Peruscello

Dinho Peruscello. 1 - Como começou a Sete Sangria's? A Sete iniciou as atividades em abril de 2012, logo depois que eu e o Sergião (vocalista e meu cunhado), saímos da banda Zombaria , que era uma banda que tinha letras de humor e paródias. Na Zombaria eu tocava violão e o Sergião era baixista, o ultimo show da Zombaria foi no Sanjomusic 2011, onde chamamos a atenção por usar apenas um disco por cima das cuecas rsrs, ainda nem existia o termo nudes kkk. Depois deste projeto eu e o Sergião resolvemos, junto com a Luh Peruscello (minha irmã, namorada do Sergião e uma das compositoras da banda também), fundar a Sete . Definido o novo nome (tirado da erva de Sete Sangria , minha falecida mãe Lucia , sempre tinha muitas ervas medicinais em casa) e com a Luh assumindo a parte de produtora e booker manager da Sete , começamos os ensaios somente com voz e violão. Na época também tinha o Maycon Bernardes , primo do Sergião no cajón (instrumento de percussão de origem...

A vida não é só de desvantagem - Lúcia Porto na FIMS 2018

c/ Eduardo Mercer (à esq.) - FIMS 2018 Não conheci o produtor musical Carlos Eduardo Miranda (1962 - 2018) pessoalmente, mas ele é o primeiro no cartaz a esquerda a nos observar. Nós, no caso, somos Eduardo Mercer , autor do livro " Uma Fina Camada de Gelo" e eu,  Lúcia Porto , autografando meu livro "Todas as Entrevistas da Lado A Discos" para o Eduardo na fotografia acima. Na verdade o "Miranda" está ali como parte de divulgação do livro do Eduardo , que fala sobre a cena roqueira curitibana e ele deu um depoimento para o livro dizendo por que, na sua opinião, as coisas por aqui não vão pra frente. Conheci o Eduardo na FIMS - Feira Internacional da Música do Sul , realizada em Curitiba entre os dias 20 e 23 de Junho . Fui contemplada com uma bolsa para o evento devido ao curso História do Rock que ofereci a Rua da Cidadania do Boa Vista coordenada pela Cris Herrera . A FIMS é um evento que aproxima produtores , músicos , escritores ,...

Lado A Discos Premium entrevista Beer Repossíveis

1 - Você compôs "Sangue no Quintal" numa clínica de recuperação? Como foi isso? Sim, compus essa música no ano de 2014 quando estava me tratando da minha dependência química no hospital psiquiátrico Hélio Rotemberg no bairro do Hauer em Curitiba , lá conheci um compositor chamado Cristiano Rodolfo com quem me identifiquei bastante e compus a música "Sangue no Quintal" e "Epifania" , fiquei três meses lá e fizemos até algumas apresentações e oficinas musicais para residentes que tinham afinidades com a arte, um lugar que todos deveriam conhecer e que ensina muito sobre a vida. Quanto ao meu parceiro músico Cristiano nunca mais o vi após a minha saída do hospital e fiquei sabendo que ele recaiu semanas depois e desapareceu . 2 - Fale um pouco sobre a sua carreira e sua discografia. Eu tenho alguns trabalhos lançados, a primeira banda com quem eu gravei foi o "Repossíveis" onde  eu toco com meu amigo Pil , em 2010 lançamos nosso ...

Vento Boreal

(meu primo Edson Vieira em show com a passeio público ) As primeiras lembranças que tenho da banda do meu primo são de alguns ensaios que o grupo fazia numa chácara no bairro do Chaparral em Curitiba em 95 ou 96. Me lembro que depois dos ensaios eu ficava olhando para longe naquele descampado e depois de longos minutos perdida naquela paisagem me perguntava se a banda faria sucesso. As músicas eram boas e os músicos, todos de jaqueta jeans, muito competentes. Nessa época eu ainda não tocava em banda nenhuma e meu sonho era tocar com eles, mas não tinha lugar. Por isso pouco depois fundei a the stars , mas isso é outra história,  de qualquer forma foi por causa do meu primo que quis tocar guitarra. Outro aspecto importante da banda na minha formação musical , foi a poética do Beto , vocal e guitarra base. Ele era o autor de todas as músicas da  abalo sísmico (os arranjos eram do meu primo) e era dono de um lirismo nas letras que me influenciou bastante, mas que ...

Lado A Discos Premium entrevista Thiago Indisplicente

1 - Fale um pouco sobre a sua formação musical, influências e aprendizado. A minha formação musical veio desde cedo, quando tive aulas de canto e flauta doce na escola que estudei quando criança. Dentro de casa meu pai era músico e me guiou nos primeiros acordes no teclado e minha mãe me presenteava com uns discos ( Michael Jackson , Rolling Stones , etc), isso ajudou bastante. Ouvir Stones pela primeira vez foi impactante (rsrs), acho que ali comecei a amar a música de verdade. 2 - Além de instrumentista e intérprete você também é compositor, como é o seu processo de composição? Uns anos atrás, eu costumava sentar e pensar na composição, hoje deixo fluir, não curto mais rótulos e etc, o que sair do coração é válido. Atualmente gosto de compor na madrugada, quando o mundo tá em silêncio, mas às vezes surge algo do nada, no meio do dia e corro pro violão!!! 3 - Você mora em Pontal do Paraná (litoral paranaense), como é a cena musical no litoral? Moro em Pontal do P...

O batom de Margot Brasil

Costumo traçar uma linha da minha vida na música . Começa na infância, roqueira desde sempre e posso dizer que a Margot entrou entre a adolescência e a chamada vida adulta através das ondas da 90.1 FM, a extinta rádio Estação Primeira . A Estação foi uma rádio curitibana muito importante para a formação do gosto musical de pelo uma geração de roqueiros da cidade. Quando fechou em 95 eu tinha acabado de entrar na idade adulta e a Margot já era um mito, pelo menos pra mim e fui acompanhando seu trabalho como locutora nas diversas rádios que passou. O mundo do rock pode ser bastante libertador mas pode ser muito conservador também, sobretudo em relação a sexualidade . Não vou citar casos por que cada caso é único, mas em relação a mim o que mais se aproximou do que gostaria de ser foi Boy George e isso vem desde a infância. É interessante pensar nisso agora, por que até bem pouco tempo eu tinha vergonha de comprar os discos do Culture Club . Quando conheci a Margot pes...

Minha história com a Cherry

Foto: Milton Michida/Folhapress Em 1999 o Okotô veio fazer um show em Curitiba e nós da Stanley Dix fomos escalados para abrir a apresentação da banda. Era um show importante (ligado ao skate feminino), pois o Okotô era uma banda com discos lançados, numa época em que lançar discos não era assim tão simples, ainda mais para bandas do chamado underground . Lembro pouco do show, vi a apresentação deles mas não me recordo de ter falado com a Cherry . Depois o pessoal da banda veio falar comigo, nós iríamos à São Paulo , no final do ano, tocar em um local chamado Hangar 110 . O Hangar 110 era uma casa de shows que havia aberto há pouco tempo, mas com o passar dos anos tornou-se um dos palcos mais emblemáticos do rock underground brasileiro, onde tocaram Ratos de Porão , CPM 22 , NX Zero entre outras bandas, além dos escoceses The Exploited . Foi a primeira e única vez que viajei para tocar com uma banda de rock e confesso que ter tocado no Hangar 110 foi um privilégio e...